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Empresa denunciada em Paulista por ofertar falsos cursos superiores também fez vítimas em São José do Sabugi – PB

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Alunos do município São José do Sabugi – PB que já concluíram um suposto curso superior em Pedagogia começaram a desconfiar da instituição que ofereceu o mesmo após a demora para receberem diploma, após várias pesquisas descobriram que a mesma empresa, identificada por São Judas Tadeu, teria sido denunciada por oferta de falsos cursos superiores em outra cidade no Sertão da Paraíba, inclusive foi destaque na imprensa nacional [clique e confira a matéria do G1].

Representantes da Instituição São Judas Tadeu se reuniu na noite de hoje (15) com os alunos de São José do Sabugi e seus advogados para tentarem entrar em um acordo. O Sertão em Destaque esteve no local e conversou com Fernando que faz parte da coordenação da instituição, no qual alegou que a modalidade do curso ofertado era parecido com a de outras instituições, porém, burocracias teriam prejudicado a instituição no qual não conseguiu se regularizar para a oferta de cursos superiores no município. Fernando também disse que foi oferecido propostas para os alunos, entre elas a devolução do dinheiro investido  ou transferência para uma outra instituição regularizada.

Alunos e Advogados de São José do Sabugi – PB

EM PAULISTA – PB

(Informações do G1):

A estudante Bruna Oliveira, moradora de Paulista, contou que uma faculdade que dizia ser do Piauí ofereceu entre 2015 e 2017 o curso de licenciatura em pedagogia na modalidade semipresencial. Ela conta que as aulas aconteciam sempre aos sábados nas dependências de uma escola pública da cidade.

No período de três anos, a instituição, identificada como São Judas Tadeu com sede no Piauí, chegou a formar três turmas na cidade de Paulista. Ela ingressou no suposto curso de licenciatura em pedagogia em 2017. Bruna Oliveira lembra que notou que poderia ter sido enganada quando assistiu a uma reportagem do Fantástico, da Rede Globo, sobre um caso parecido no Piauí.

Após a reportagem, Bruna e algumas colegas da turma leram os contratos firmados com a instituição e viram que o curso ofertado era na verdade um curso de extensão, e que, por conta disso, não teriam um diploma após conclusão. O estabelecimento cobrava uma mensalidade de R$ 160 pelo suposto curso de licenciatura.

Os estudantes se reuniram e formalizaram uma denúncia junto ao Procon da Paraíba contra a Sociedade de Educação Superior São Judas Tadeu (SJTD). A coordenadora do Procon-PB, Kessia Liliana, confirmou a denúncia e explicou que o procedimento de investigação segue aberto. Kessia contou que após pesquisa efetuada pelo Procon ficou constatado que não havia autorização para que nenhuma instituição operasse cursos superiores em Paulista.

Para Bruna, após o sonho desfeito, a missão é ajudar para que outras pessoas não passem pelo que ela passou. “A gente sabe que cursos semelhantes foram oferecidos nas cidades vizinhas como São Bento e Brejo do Cruz. A gente agora só quer expor o caso para que as pessoas não sejam mais enganadas”, lamentou.

O Sertão em Destaque também entrou em contato com a instituição no qual respondeu com o seguinte e-mail:

Em conversa com os alunos de São José do Sabugi, a maioria falou que iriam analisar as propostas, entre elas a validade da nova instituição no qual a São Judas Tadeu pretende transferir os alunos, após irão decidir qual medida será tomada, se um acordo extrajudicial ou uma ação judicial.

 

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