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Calvário: Valores pagos por Leandro a fornecedores ultrapassam o informado por João Azevedo ao TSE

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Os valores pagos por Leandro Azevedo a fornecedores de campanha do PSB ultrapassam o informado por João Azevedo em prestação de constas enviada ao Tribunal Superior Eleitoral.
Preso na segunda fase da Operação Calvário, Leandro Nunes Azevedo, então assessor do Governo do Estado, lotado no gabinete da secretária Livânia Farias, contou às autoridades detalhes sobre o escândalo de corrupção e desvio de recursos púbicos através da Organização Social Cruz Vermelha, que opera em hospitais paraibanos. Pressionado, admitiu ser ele mesmo o homem flagrado pelas investigações do Ministério Publico recebendo, em um hotel no Rio de Janeiro, uma caixa de vinho contendo dinheiro.

Segundo o próprio Leandro, quase R$ 1 milhão de reais desviados dos cofres públicos estavam na caixa e serviram para pagar fornecedores de campanha do atual governador João Azevedo (PSB). As revelações de Leandro Nunes Azevedo estão em documento assinado pelo desembargador Ricardo Vital, na sentença que determinou sua soltura no último dia 1º de março, e que vazou na Internet.

Confira trecho do depoimento de Leandro

“Ao chegar no quarto e abrir a caixa, vi que tinha mais dinheiro do que havia sido combinado, quase R$ 900 mil reais quando LIVANIA tinha dito que haveria R$ 700 mil. O objetivo do dinheiro era adiantar pagamento dos fornecedores de campanha por servtços ainda não prestados.”
“Antes da viagem combinei com LIVANIA quem seriam as pessoas que iam receber e combinei com eles para ir ao Rio. Ficou definido que iriam ZÉ NllSON (Adesivo Torres), WEBER(Plastlfort) e HENRIQUE (Prática Etiquetas). JUNIOR (carro de som) não estava muito seguro e preferiu que ele não fosse. Viajaram separado.”
“Aumentei o valor da entrega de HENRIQUE porque ele tinha pedido os R$ 300 mil quando eu combinei com ele. Quando
cheguei, coloquei R$ 300 mil para HENRIQUE na mochila e peguei uma taxi para o endereço dele. Já dentro do apartamento
dele, ele separou o dinheiro em bolos de 10 [R$ 10 mil reais] e agradeceu por ter completado o valor dos R$ 300 mil.”

Leandro afirmou à Justiça ter pago, com dinheiro da caixa de vinho, R$ 300 mil ao empresário identificado como Henrique, da Prática Etiquetas, por serviços ainda não prestados à campanha de João Azevedo ao Governo do Estado em 2018. Confrontando a informação prestada por Leandro, com a declaração de campanha de João Azevedo (PSB) ao Tribunal Superior Eleitoral, observa-se uma disparidade de valores. Ao TSE, João Azevedo informou ter pago à Prática Etiquetas a quantia exata de R$ 208.460,00 (Duzentos e oito mil, quatrocentos e sessenta reais). Existe, portanto, uma diferença de R$ 91.540,00 (Noventa e um mil, quinhentos e quarenta reais), que leva à pergunta: “Cadê o resto do dinheiro que estava aqui?”

Fonte: blogdoandersonsoares

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